14 de nov de 2015

Espalhe amor e compaixão; o mundo precisa.


Não tem como sentar na mesa e tomar o café da manhã direito. A garganta não aceita o gosto do tão amado café sabendo de tudo o que está passando no amigo que mora dentro da cabeça. O mundo me chocou mais uma vez. O mundo não, as pessoas.
Nos últimos dias eu tenho deitado a minha cabeça no travesseiro carregando um peso enorme na mente. Todos os dias, sem exceção, tenho ido dormir com uma notícia ruim diferente. Mariana (MG), Japão, México, Bagdá, Beirute e França são lugares em que eu nunca estive, mas onde meu coração está e minha mente pensa nas pessoas, nas famílias, nas histórias que foram finalizadas tão tristemente. No desespero, na dor, na tristeza, nas lágrimas. Na falta de confiança no futuro, na esperança que foi embora. Me coloquei no lugar da mãe, do pai, da esposa, da namorada, da irmã, da amiga. Não conhecia absolutamente ninguém que foi vítima das barbaridades que a própria espécie protagoniza, mas de repente passei a amar essas pessoas e estar em luto por elas.
Meu coração dói, nada passa pela garganta e eu não consigo me concentrar para finalizar trabalhos da faculdade ou estudar. Quando tragédias assim, naturais e terroristas acontecem, a gente olha ao nosso redor e nada parece fazer sentido. Tudo parece muito injusto. Temos nossa casa, nosso alimento, conseguimos sair nas ruas com menos temor que muita gente. Temos a liberdade de fazer planos para o futuro, mas muitos perdem os seus sonhos.
Mas por que esse tipo de coisa acontece? Aí está uma resposta que eu não sei dar. Mas posso dizer com autoridade de que não é o fim para a esperança. A boa notícia é que eu não fui a única a sentir pesar. O mundo inteiro está em luto por essas pessoas, não apenas de Paris, mas todas as vítimas dos atentados terroristas. O Brasil está de luto por Mariana, pelo Rio Doce e estão unindo esforços para ajudar aqueles que mais precisam. O que eu vejo no meio de tanta demonstração de ódio por parte de grupo seleto de pessoas? Demonstração de amor por parte do mundo inteiro.
"Então, o que podemos fazer para ajudar?" Infelizmente para Paris, Japão, México, Bagdá e Beirute nós podemos orar/rezar/mandar energias positivas/meditar/só pensar positivamente nesses lugares (sim, sou cristã e choquem, não condeno outras religiões!). Por Minas Gerais, muitas igrejas e ongs estão espalhadas pelo país para arrecadar comida, roupas e, principalmente, água! Basta uma breve procura no Google com o nome da sua cidade e a sua ajuda será sempre muito bem vinda.
O mundo pode melhorar, o que está acontecendo como consequências de todas essas barbaridades é o que chamamos carinhosamente de amor. Pratique-o mais.
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